

O motim de policiais militares custodiados na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, zona rural de Manaus, foi controlado por volta das 1h30 desta quarta-feira (2). Durante a rebelião, quatro policiais que trabalhavam na guarda da unidade foram mantidos como reféns. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), ninguém ficou ferido.
A revolta começou na tarde de terça-feira (1º) e teria sido motivada pela mudança no dia de visitas aos custodiados, de domingo para sexta-feira, além da retirada de regalias. Durante o motim, os internos danificaram celas e destruíram câmeras de segurança.
Cerca de 120 agentes de unidades especializadas da PMAM participaram da operação, incluindo equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Canil, Cavalaria, Grupo Marte, Rocam e 1º Batalhão de Choque. Representantes da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) e do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) também acompanharam a ação.
Por volta de 1h30, policiais do 1º Batalhão de Choque entraram na unidade e restabeleceram a normalidade. A PMAM informou que procedimentos serão instaurados para apurar as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos custodiados. O caso deverá ser encaminhado ao MP-AM e à Justiça Militar.
Transferência
A UPPM foi criada exclusivamente para custodiar policiais militares presos e funciona no prédio da antiga Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
O motim ocorreu cerca de quatro meses após a transferência de 71 policiais militares para a unidade, realizada em 12 de maio. A mudança ocorreu após a fuga de 23 detentos do antigo Núcleo Prisional da PMAM, em fevereiro deste ano.
O episódio resultou em investigações e na prisão de policiais suspeitos de facilitar a fuga. O então responsável pelo núcleo, o ex-major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso e posteriormente excluído da corporação.
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