

A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, a quatro dias do segundo turno, aponta uma disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento mostra Flávio com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo.
Em comparação com a sondagem divulgada na semana passada, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula manteve o mesmo índice. Os eleitores que pretendem votar em branco ou anular o voto representam 9%, enquanto 2% se declararam indecisos. Na pesquisa anterior, esse último grupo correspondia a 1%.
Na modalidade espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia com os nomes dos candidatos, Flávio e Lula aparecem empatados numericamente, com 40% das intenções de voto cada. Nesse formato, o percentual de indecisos dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%.
O crescimento dos indecisos foi registrado em diferentes segmentos do eleitorado. Entre as mulheres, o índice subiu de 8% para 17%. Entre os eleitores independentes, passou de 13% para 31%. Já entre os beneficiários do Bolsa Família, o percentual aumentou de 7% para 19%.
Movimentos das campanhas
A nova pesquisa é a primeira realizada pelo instituto após acontecimentos importantes na campanha eleitoral. Na semana passada, foi promulgado o fim da escala de trabalho 6x1, uma das principais bandeiras eleitorais de Lula. Na sequência, os candidatos participaram de entrevistas na TV Globo e de um debate promovido pela Band.
Desde então, também foram intensificadas as mobilizações de apoiadores nas ruas e nas redes sociais, em uma tentativa de conquistar votos na reta final da disputa.
Outro tema que ganhou força nos últimos dias foi a disputa de narrativas sobre o Bolsa Família. Com base em declarações de Daniella Marques, integrante da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, a campanha de Lula passou a afirmar que uma eventual vitória do candidato do PL poderia colocar o programa social em risco.
Segundo o levantamento, porém, o período de entrevistas da pesquisa não coincidiu integralmente com o auge dessas declarações, que ganharam maior repercussão na terça-feira.
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