

Dilma Cilene Lima Sampaio, única sobrevivente da chacina que deixou três pessoas mortas, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, em Manaus, nesta quinta-feira (20). Ela permanece internada em uma enfermaria da unidade e não corre risco de morte.
Dona do imóvel onde o crime aconteceu, Dilma foi ferida ao verificar a movimentação após ouvir barulhos dentro da residência, localizada no bairro São Jorge, na zona Oeste da capital amazonense.
Preso horas após o crime, na segunda-feira (17), Ezenilson Silva de Sousa retornou ao local nesta quinta-feira para participar da reconstituição. Durante o procedimento, o suspeito detalhou aos investigadores a dinâmica do crime e indicou como teria atacado as vítimas com golpes de martelo.
As vítimas fatais foram identificadas como o pastor Francisco das Chagas, ex-sogro do suspeito; Isabela Coelho Moraes, filha de Francisco; e Guilherme Pereira de Lima, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Segundo as investigações da Polícia Civil do Amazonas, Ezenilson teria uma dívida de R$ 19 mil com um agiota e estaria sofrendo ameaças de morte por causa do débito. Diante da situação, ele teria ido até a residência do pastor, que costumava ajudá-lo financeiramente e também na criação do neto, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), para pedir dinheiro.
Ainda conforme as investigações, Francisco teria se recusado a entregar mais dinheiro ao suspeito. Ezenilson, então, teria perdido o controle e iniciado os ataques.
A residência possui três andares. Francisco, que morava no terceiro pavimento, teria sido a primeira vítima. Em seguida, Guilherme, que residia no segundo andar, acordou ao ouvir os barulhos e, ao verificar o que estava acontecendo, também foi atacado.
Isabela teria tentado intervir para defender o pai e o professor, mas acabou sendo morta. Dilma, que morava no térreo, ouviu a movimentação e foi a última pessoa atacada.
Após os assassinatos, o suspeito teria permanecido no imóvel por aproximadamente duas horas. Segundo as investigações, ele usava luvas durante a ação e teria procurado dinheiro e objetos de valor antes de deixar a residência.
Ezenilson teria furtado celulares e um cofre que continha R$ 900. Ele deixou o imóvel por volta das 7h e, posteriormente, teria descartado o martelo utilizado no crime em um igarapé próximo.
O suspeito ainda permaneceu no local durante parte do trabalho da perícia técnica, mas passou a levantar suspeitas dos investigadores devido a arranhões no pescoço.
Durante as diligências, os policiais identificaram uma pessoa com características semelhantes às de Ezenilson utilizando uma motocicleta e um capacete parecidos com os observados nas proximidades do crime. Outro elemento que chamou a atenção foi a bolsa transversal utilizada pelo suspeito durante o período em que permaneceu na residência, que também teria sido vista com ele posteriormente.
Ezenilson permanece preso à disposição da Justiça.
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